||SEGUIDORES!||

domingo, 17 de outubro de 2010

SEU MOMENTO COM PENSAMENTOS/TEOSOFIA/OCULTISMO



Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha o que comer e era magrinho como um fiapo de palha. Por isso é que as pessoas o chamavam de Senhor Palha.

Todo dia o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna para melhorar sua sorte, e nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar: - "A primeira coisa que você tocar quando sair do templo lhe trará grande fortuna." O Senhor Palha levou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu pensando: "Eu sonhei ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?" Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte.

Mas na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu na terra. Ao se pôr de pé, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fiapo de palha. "Bom", pensou ele, "um fiapo de palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu pegasse, é melhor guardar."
E lá foi ele, segurando o fiapo de palha.
Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele.
"Muito bem", pensou ele. "Se não quer ir embora, fique comigo."
Apanhou a libélula e amarrou o fiapo de palha no rabinho dela. Ficou parecendo uma pequena pipa, e ele continuou descendo a rua com a libélula no fiapo.
Logo encontrou uma florista com o filhinho, a caminho do mercado, onde iam vender flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado, e a poeira lhe trazia lágrimas aos olhos. Mas quando o menino viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou.
- Mãe, me dá uma libélula? - pediu. - Por favor!
"Bom", pensou o Senhor Palha, "a Deusa da Fortuna me disse que o fiapo de palha traria sorte. mas esse garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um presentinho". E deu a libélula no fiapo para o garoto.
- É muita bondade sua - disse a florista. - Não tenho nada para lhe da dar em troca além de uma rosa. Aceita?
O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa.
Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.
- Vou pedir minha namorada em casamento hoje à noite - queixou-se o rapaz. - Mas sou tão pobre que não tenho nada para dar a ela.
- Bom, também sou pobre - disse o Senhor Palha. - Não tenho nada de valor, mas se quiser dar a ela esta rosa, é sua.
O rosto do rapaz se abriu num sorriso ao ver esplêndida rosa.
- Fique com essas três laranjas, por favor - disse o jovem. - É só o que posso dar em troca.
O Senhor Palha seguiu andando, carregando três suculentas laranjas.
Logo encontrou um mascate, ofegante. - Estou puxando a carrocinha o dia inteiro e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.
- Acho que não tem nem um poço por aqui - disse o Senhor Palha - Mas se quiser pode chupar estas três laranjas.
O mascate ficou tão grato que pegou um rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:
- O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.
E o Senhor Palha mais uma vez seguiu pela rua, como rolo de seda debaixo do braço.
Não deu dez passos e viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas sua expressão logo se alegrou ao ver o Senhor Palha.
- Onde arrumou essa seda? - gritou ela. - É justamente o que estou procurando. Hoje é aniversário de meu pai e quero dar um quimono real para ele.
- Bom, já que é aniversário dele, tenho prazer em lhe dar essa seda - disse o Senhor Palha. A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.
- O senhor é muito generoso - disse sorrindo. - Por favor, aceite esta jóia em troca.
A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando a jóia de inestimável valor refugindo à luz do sol.
"Muito bem", pensou ele, "comecei com um fiapo de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Acho que está bom."
Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.
Mas a riqueza não o modificou. Sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha, mas quem sabe foi com a generosidade?

Extraído do "Livro das Virtudes - volume II - O Compasso Moral" de William J. Bennett


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  • Ver sem Paranóias - About [Philip Yancey]
Tem gente, que vende até cocô, mas ele é um Jornalista
muito engraçado/sábio!! Adoro como são passadas suas ideias.
Sendo, cá eu a 3ª geração sem religião[instituição], mas forte religare
com Deus,
claro, que ele não iria/nem irá me influenciar em NADA, mas tem alguns

pontos ricos para percebermos por seu intermédio.

*Philip Yancey (nascido em 1949) é um escritor e jornalista americano.
Biografia

Órfão de pai com apenas 1 ano de idade, Philip Yancey viveu toda a infância e início da adolescência em Atlanta, onde frequentou uma igreja fundamentalista e conheceu de perto o ambiente permeado de racismo, comum do sul dos Estados Unidos na década de 60, experiência detalhada em seu livro "Alma sobrevivente - Sou Cristão apesar da igreja".

Ele formou-se com louvor no Columbia Bible College e obteve dois diplomas de mestrado: um em Comunicação na Escola de Pós-graduação Wheaton College e outro em Língua Inglesa na Universidade de Chicago, para onde mudou-se em 1971. Ali também trabalhou colaborando com diversas publicações.

Desde 1992, vive com sua esposa nas montanhas do Colorado, onde continua a escrever. Em 2007 sofreu um grave acidente automobilístico, recuperando-se, porém, completamente, a ponto de conseguir completar em agosto do mesmo ano de 2007 seu objetivo pessoal de longa data: escalar todos os 54 picos com mais de 14 mil pés (4250m) do Colorado.



Vide - de 01 a 04 (Partes)
Pesquise no Portal de Vídeos as demais.
Parte 01 - Philip Yancey (1/4) Legendado em português - Rumores de Outro Mundo

Vide cá: http://migre.me/8dCLz

Mais=more:
Link (url):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Yancey

  • SEM PARANÓIAS
PALESTRA - REVOLUÇÃO INTERNA


http://www.tvsupren.com.br/_imgs/TVSupren.jpg

 Pesquise no Portal de Vídeos as demais - de 01 a 06 (Partes)

A Palestra ministrada por Eduardo Weaver, no programa Em Busca do Autoconhecimento, que passa na TV Supren. O palestrante aborda os aspectos sociais e psicológicos de uma revolução interna, que é onde começa qualquer processo de transformação e evolução humana como um todo. Para isso se embasa em conceitos teosóficos e nos ensinamentos de Jiddu Krishnamurti.
 
O Que é a TV Supren
        O ser humano como principal fundamento e como objetivo final de todas as realizações. Uma sociedade baseada na solidariedade, na igualdade de oportunidades e na justiça social. A harmonia com a natureza como condição imprescindível para uma vida sustentável no planeta.

      Esses são os três aspectos de uma nova proposta de televisão: a TV Supren. Expressos pela própria logomarca dessa nova TV, a TV Supren tem seu nome inspirado numa palavra do esperanto que indica o sentido “para cima”, “para o alto”, como up em inglês. Isso reflete a proposta dessa nova TV: valorizar a dimensão espiritual do ser humano, promover os valores éticos, mostrar o que é bom, belo e verdadeiro como referências de um norte para a humanidade.

      A TV Supren é o canal de comunicação e ação da União Planetária, uma ONG sediada am Brasília, Brasil, que congrega e apóia o movimento mundial pela renovação da estruturas sociais e o exercício da cidadania solidária com uma visão planetária.

 TV Supren:
http://www.tvsupren.com.br/Inicial.aspx
Sociedade Teosófica:

http://www.sociedadeteosofica.org.br/

 

EXTRA - NÃO DEIXE DE VER!

Variedades : Povos Indígenas

Carta do Chefe Seatle
   
Carta do Cacique americano ao Presidente dos Estados Unidos da América

"Sabemos que a terra não pertence ao homem.
O homem, sim, é que pertence à terra."
[Cacique Seatle Americano]
  • O Homem pertence à Terra
Chefe Seattle


Em 1854, o presidente dos Estados Unidos propôs uma grande área de terra dos índios peles-vermelhas, prometendo uma reserva para que nela eles pudessem viver. A resposta do Cacique Seattle é tida como uma profunda declaração de amor ao Meio Ambiente, brotada do coração puro e simples de um índio cheio de reconhecimento à Natureza por tudo de bom que ela dá ao homem.

“Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Não conseguimos compreender esta idéia. Se o frescor do ar e a limpidez brilhante da água não nos pertencem, como podemos vendê-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para a nossa gente. Cada ponta brilhante de um pinheiro, toda a praia de areia, cada névoa nos bosques ao escurecer, cada lugar claro, sem árvores, no meio da floresta e cada inseto zumbindo são sagrados na memória de nossa gente. O córrego, que procura seu caminho entre as árvores, carrega consigo lembranças de nossos antepassados.

Os mortos do homem branco, quando vão caminhar entre as estrelas, esquecem a região de seu nascimento. Nossos mortos nunca esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe dos índios peles-vermelhas. Somos partes da terra e ela parte de nós. As flores, que exalam perfumes, são nossas irmãs. Os veados, os cavalos, a águia grande, todos são nossos irmãos. As pontas das rochas, os sulcos nos valos, o calor do corpo do cavalo, o homem, todos pertencem á mesma família.

O grande chefe branco manda dizer que deseja comprar nossas terras, o que é um pedido grande demais feito a nós. Também que vai reservar para nós, um lugar onde possamos viver de modo confortável. Também que vai ser nosso pai e que nós vamos ser seus filhos, mas isto não vai ser, pois esta terra é sagrada para nós.

Esta água limpa correndo em curvas nos córregos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos antepassados. Se vendermos a terra ao homem branco, ele vai ter de lembrar-se e vai ter de ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo fingindo figuras de rosto na água pura do lago fala de acontecimentos e memórias da vida de nosso povo. O murmúrio da água é a voz de nosso pai.

Os rios são nossos irmãos e matam a nossa sede. Transportam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra ao homem branco este vai ter de ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos. E o homem branco vai ter de dedicar aos rios a mesma bondade que dedicaria a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de ser. Uma porção da terra, para ele, representa o mesmo que outra porção, pois ele é aqui um estrangeiro que vem à noite e tira da terra o de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando a conquista, simplesmente segue em frente, sem se importar, deixando as sepulturas de seus pais para trás. Não pensa duas vezes e rouba da terra o que seria de seus filhos. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, roubadas, vendidas como colares coloridos. Seu apetite vai terminar por devorar a terra, deixando somente um deserto.

Nossos costumes são diferentes e, por isso, não compreendo. A visão de suas cidades é dolorosa para os olhos do homem de pele-vermelha. Talvez isto aconteça pelo fato de ser o homem de pele-vermelha um selvagem. Não compreendo.

Não acontece um canto silencioso nas cidades do homem branco. Não existe nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar e flores na primavera, ou o harmonioso bater das asas de um inseto. Por ser um selvagem, não compreendo isto.

O ruído somente parece um insulto aos ouvidos. E o que resta da vida se um homem não puder ouvir o grito solitário do pássaro ou a algazarra dos sapos à noite, ao redor de uma lagoa? Sou um homem de pele-vermelha e não compreendo isto. O índio prefere o murmúrio suave do vento correndo na superfície do lago e o aroma do próprio vento, limpo por uma chuva de meio-dia ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem de pele-vermelha, pois todas as coisas fazem parte do mesmo sopro Parece que o homem branco não presta atenção no ar que respira. Como um homem em agonia, depois de muitos dias, é insensível ao mau cheiro. Mas, se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar. se de que o ar nos é precioso, que afeta com seu espírito todo ser vivente que sustenta. O vento que deu aos nossos antepassados seu primeiro respirar é o mesmo que recebe seu último suspiro. E. se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve mantê-la como é e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir deliciar-se com o vento açucarado pelas flores dos campos.

Portanto, vamos pensar em sua proposta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, vamos impor uma condição. o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Talvez seja pelo fato de eu ser um selvagem que não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi mais de mil búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os matou de um trem em movimento. Sou um selvagem. Deve ser por isto que não compreendo como é que o cavalo-de-ferro soltando fumaça possa ser mais importante que o búfalo, que só matamos para que possamos permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito, pois o que quer que ocorra aos animais, breve vai também acontecer também ao homem. Existe uma ligação em tudo

O homem deve ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, deve ensinar a seus filhos que a terra foi enriquecida com as vidas dos nossos antepassados. que ela e nossa mãe. Tudo aquilo que acontece a terra, acontecerá também aos filhos dela. Se os homem cospem no solo, estão cuspindo neles mesmos.

Sabemos que a terra não pertence ao homem O homem, sim, é que pertence à terra. Sabemos que todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Existe uma ligação em tudo.

O que vier a acontecer com a terra recairá sobre os filhos dela. Não foi o homem que fez o tecido da vida. Ele é simplesmente um de seus fios. O que quer que faça ao tecido, estará fazendo a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele, de amigo para amigo, não pode estar livre do destino comum. Afinal é possível que sejamos irmãos. Veremos. Uma coisa sabemos, que o homem branco poderá vir a descobrir um dia que o nosso Deus é o mesmo Deus. Poderá pensar que possui Deus, como deseja possuir nossa terra, mas isto não é possível. Ele é o Deus do homem e Sua compaixão é igual para o homem de pele-vermelha e para o homem branco A terra é preciosa para Deus e ofender a terra é desprezar seu Criador. Os homens brancos também passarão, talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminam suas camas e uma noite serão sufocados pelos seus próprios desejos.

Mas, quando da desaparição do homem branco, ele brilhará intensamente iluminado pela força do Deus que o trouxe a esta terra e, por alguma razão especial, deu a ele domínio sobre a terra e sobre o homem de pele-vermelha. Tal destino é um mistério para nós, pois não compreendemos a razão de todos os búfalos serem mortos, os cavalos selvagens serem todos domados, os recantos secretos da floresta ficarem cheios do cheiro de muitos homens e a vista dos morros fecundos ficar tapadas por fios que falam. Desapareceram.

Onde está o arvoredo?

Onde está a águia?

Desapareceram.

E o final da vida?

E o princípio da sobrevivência?

Fonte: Terra Mistica


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  • Biblioteca da Sociedade Teosófica
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Biblioteca Virtual
Livros e revistas antigos, na íntegra.

Uma preciosa fonte para pesquisa e estudo.
Vide lá: Sociedade Teosófica


  • Jiddu Krishnamurti

>Krishnamurti, Uma Introdução


"A crença não é para te guiar"
Vide: http://migre.me/8dCUh

"Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social." - Jiddu

>Cena ZEITGEIST 2 - Jiddu Krishnamurti
(((removido do YTB)))

"O que estamos tentando, com toda essa discussão e retórica, é ver se não podemos fazer acontecer uma transformação radical da mente. Não aceitar as coisas como elas são, mas entendê-las, mergulhar nelas, examiná-las, use o seu coração, a sua mente e tudo o que você tem, para descobrir um jeito diferente de viver. Mas isso depende de você e mais ninguém. Porque nisso não há professor, nem aluno, não há líder, não há guru, não há mestre, não há salvador. Você mesmo é o professor, é o aluno, o mestre, o guru, o líder... Você é TUDO. E entender, é transformar o que há."(((Jiddu Krishnamurti)))

"Uma vida religiosa implica ser a luz de si próprio, o que significa, a não existência de autoridades externas, vocês tiveram vários como o Sr. Gandhi e assim por diante, desde os séculos 6,5,4,3, até hoje. E para onde vocês estão sendo guiados por esses milhares de anos, onde chegaram? 
Vocês estão impermeáveis?
(...)
Estamos perguntando a você, cuidadosamente, se você abandonou suas tradições.
(...)
Tradições sendo, a nacionalidade, sua casta, suas crenças, seus rituais, ir aos templos, tudo isso.
Vocês abandonaram isso?
(...)
- Não?
- Não.
Então como vocês podem descobrir o que é uma vida religiosa, quando estão cegos?
Então, vocês querem descobrir o que é uma vida religiosa, mas sem deixar seu pequeno círculo vicioso.
- Certo?
- O que todos nós estamos representando, senhores?
aparentemente, estamos representando uma tragédia."

(((Jiddu Krishnamurti)))

"Quando há essa inteligência, que nasce da compaixão e do amor, então todos os problemas serão resolvidos de maneira simples, tranquila."
(((Jiddu Krishnamurti)))


  • VÍDEOS POLÊMICOS - ZEITGEIST
TIVE, QUE BAIXAR UM PROGRAMA PARA ASSISTIR
30min de Filme por dia.
Porque assistir ele todo em um dia não dá, nem me sobra tempo e nem aguento,rs
Tempo: Time: +/- 02h:02min:15s
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FICA AI A DICA!

VÍDEOS POLÊMICOS - Zeitgeist

Zeitgeist, The Movie | Final Edition
http://video.google.com/videoplay?docid=-2282183016528882906&hl=pt-BR&emb=1
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Or in site
URL: http://migre.me/8dD3g


Observações:
Zeitgeist (audio aqui -> http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c4/De-zeitgeist.ogg); pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.
O conceito de espírito de época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - "espírito guardião" e saeculi - "do século").[1] Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o "espírito de época" como um argumento histórico de sua defesa intelectual.
Todos nós já ouvimos falar sobre o FIM DO MUNDO.

'Quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus), entrará na Casa de Áquário, dado em Aquário antecede Peixes na precessão dos equinócios. Tudo o que Jesus diz é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.'ny [Documentário (Zeitgeist Vídeo)]
'Jesus diz: "Estarei convosco até ao Fim da Ultimá Era"
A personalização Solar de Peixes, de Jesus, irá acabar, quando o Sol entrar na Era de Aquário.  E todo o conceito de fim dos tempos e do fim do mundo é uma má interpretação desta alegoria astrólogica.'
by [Documentário (Zeitgeist Vídeo)]

'A personagem de Jesus, sendo literal e astrologicamente um híbrido, e ainda mais explicitamente um plágio do Deus egípcio  do Sol, Hórus. Há na verdade, as semelhanças literárias entre a religião egípcia e a religião cristão são flagrantes. A religião Egípcia é provavelmente a base primária fundamental para a teologia Judaico-Cristã.
Batismo, Vida após a morte, Julgamento Final, Ressurreição, Crucificação, Dilúvio, Páscoa, Natal e muitos outros são todos atributos de ideias Egípcias,precedendo de longe o Cristianismo ou Judaísmo.'
by [Documentário (Zeitgeist Vídeo)]

Por que estes atributos?
Por que o nascimento de uma virgem a 25 de dezembro?
Por que a morte e a ressurreição após 3 dias?
Por que os 12 discípulos ou seguidors?


A sequência do nascimento é completamente astrológica.

  • Jesus Cristo (ilho de Deus/Luz do Mundo/Alpha e Omega/Cordeiro de Deus, O Salvador, O Sol)
Jesus Cristo  - Nasceu da virgem Maria a 25 de dezembro em Belém. O seu nascimento foi anunciado por uma estrela a Este, que seria seguida por três (03) magos para encontrar e adorar o novo salvador.
Jesus tem 12 discípulos com quem viajou praticando milagres.
Depois traído pelo   seu discípulo Judas e vendido por 30 pratas, foi crucificado,colocado num túmulo, três (03) dias depois ressuscitou e ascendeu aos céus.







  • Hórus (ou Heru-sa-Aset, Her'ur, Hrw, Hr  ou Hor-Hekenu/
A Verdade/A Luz/Filho Adorado de Deus/Representa o Sol)
Egypt - 3000 BC
Hórus - nasceu a 25 de Dezembro da virgem Isis-Meri.
O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Este,que por sua vez foi
seguida por três (03) Reis em busca do salvador recém-nascido.
Hórus tinha 12 discípulos com os quais viajou. Depois de traído por Tifão, Hórus
foi crucificado, enterrado, e ressuscitou 3 dias depois.


by [Documentário (Zeitgeist Vídeo)]


PESQUISA ZEITGEIST
PROMOVIDO(a) POR: JORGE


ENTREVISTADO(a): AISÓ - MAIO DE 2010

Resp: resumo/claro, que não citarei tudo, que penso. Afinal pode não agradar alguma
torcida... Mas quem deseja verdades pesquise, afinal nem sempre é seguro repassá-las.
Agora o leve "vídeo resumo", chamado ZEITGEIST esta na rede..


1 - O filme foi bem elaborado, penso cá, que é um documentário muito precioso e rico, trazendo diversas verdades à tona de forma simples e tranquila. Adorei principalmente todas as partes expostas, de política/economia a religião. 
2 - Foi importante para mim ver o documentário para relembrar, repensar, e jamais deixar de me passar e/ou de esquecer, que a qualquer momento: mentiras, falsos inimigos etc podem surgir em prol do capital para uma elite egoísta (dominadora mundial), pois a mesma (elite) tem muita facilidade para formular criminalmente notícias, acontecimentos e inflamar e transformar países/pessoas inocentes em países/pessoas terroristas/monstruosas, através do uso da mídia (TV set etc), dos vesgos pensantes e dentre outras formas chulas e quase invisíveis aos nossos olhos. 
3 - Essas informações passadas: seriam muito bom se todos as conhecessem, mas nem todos estão preparados para
as tamanhas gamas de mentiras e desde pretéritas Eras. Achei super claro o entendimento do trocadilho -
Era de Peixes para a Era de Aquário, pelo uso assustador "Fim do Mundo"
. Agora... Seria, mesmo por errônea tradução ou seria intencional? A verdade pode doer no início, mas a verdade é o melhor caminho, pois o susto passa e tudo volta ao normal.



FITO - RELAXAR, SER MAIS NACIONALISTAS E EXERCITAR O CÉREBRO...

1) DOCUMENTÁRIO - #ZEITGEIST Filme - Meu favorito: http://migre.me/f5fMR

2) DOCUMENTÁRIO - #ZEITGEIST Filme - Addendum http://migre.me/f5jgP

3) DOCUMENTÁRIO - #ZEITGEIST Filme - Moving Forward http://migre.me/f5jmt

||(Ou continuem com CULTURAS emprestas inúteis).
  • Oração pela libertação da África do Sul
[Gilberto Gil]

Se o rei Zulu já não pode andar nu
Se o rei Zulu já não pode andar nu
Salve a batina do bispo Tutu
Salve a batina do bispo Tutu

Ó, Deus do céu da África do Sul
Do céu azul da África do Sul
Tornai vermelho todo sangue azul
Tornai vermelho todo sangue azul

Já que vermelho tem sido todo sangue derramado
Todo corpo, todo irmão chicoteado - iô
Senhor da selva africana, irmã da selva americana
Nossa selva brasileira de Tupã

Senhor, irmão de Tupã, fazei
Com que o chicote seja por fim pendurado
Revogai da intolerância a lei
Devolvei o chão a quem no chão foi criado

Ó, Cristo Rei, branco de Oxalufã
Ó, Cristo Rei, branco de Oxalufã
Zelai por nossa negra flor pagã
Zelai por nossa negra flor pagã

Sabei que o papa já pediu perdão
Sabei que o papa já pediu perdão
Varrei do mapa toda escravidão
Varrei do mapa toda escravidão
Vide: http://migre.me/8dD5B
  • Desmond Mpilo Tutu
:::Desmond Mpilo Tutu::: (Klerksdorp, 7 de outubro de 1931) é um bispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o Apartheid em seu país natal. Desmond é o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, sendo também o Primaz da Igreja Anglicana da África Austral entre 1986 e 1996.

Apesar de Tutu ter o desejo de se tornar um físico, sua família não tinha como pagar os seus estudos de Física e Tutu resolveu seguir os passos de seu pai. Tutu estudou na Pretoria Bantu Normal College entre 1951 e 1953, quando foi para a Escola Normal de Joahannesburgo. Depois foi para a King's College de Londres onde adquiriu bacharelato em Teologia.

Em 2 de julho de 1955, Desmond Tutu se casou com Nomalizo Leah Shenxane, uma professora que ele conheceu durante a época colegial. Tutu e Nomalizo tiveram quatro filhos: Trevor Thamsanqa Tutu, Theresa Thandeka Tutu, Naomi Nontombi Tutu e Mpho Andrea Tutu, todos se formaram na Waterford Kamhlaba School na Suazilândia.
Deus salve a batina do Bispo Tutu!

Víde: http://migre.me/8dD5B

1 - Dissertação de Mestrado na USP - 30/11/-0001. 'Fingi ser GARI por 8 anos e vivi como um ser INVISÍVEL'.
2 - O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou 8 anos c/ gari, varrendo ruas da Universidade(SP).
3 - Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.

  • Dissertação de Mestrado na USP

30/11/-0001 - *Da redação com apoio de Isabelle Ludovico


'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível' 



O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua dissertação de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no  silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa  experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

  • COMPORTAMENTO


Comportamento - Invisibilidade pública: que legado deixaremos às novas gerações uma vez que, em pleno século XXI, adotamos uma postura antissocial?

1 - Quando vinha deixar o #pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
2 - – Não é ninguém, é o #padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
3 - – Então você não é ninguém? Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido.


*Tathiana de Almeida Ferreira - Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, graduada em Pedagogia (Universidade)

O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante, lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto, não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que, obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido, conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
– Então você não é ninguém?
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer e ouvir uma voz que vinha lá de dentro da casa perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!".
E assobiava pelas escadas.

Tathiana de Almeida Ferreira - Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, graduada em Pedagogia (Universidade)


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